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Ela já invadiu quase todas as praias. Em cinco anos, o
crescimento exponencial da Internet colocou o Brasil na 18- posição
do ranking mundial desta mídia, que recebeu US$ 5 bilhões
em investimentos nesse período. São quase quatro
milhões de usuários: mais que 10% dos 35 milhões
de clientes na América Latina e o equivalente a um quinto
dos leitores brasileiros de jornais. A cada avanço, a Internet
se mescla às mídias já existentes, marcando
a convergência dos meios.
"Seu
avanço tem sido mais rápido do que a expansão
do rádio e da TV no passado", compara Antônio
Tavares, presidente da Abranet, entidade que representa os provedores.
"E atrai recursos de todas as pontas: do consumidor às
empresas de telecomunicações." Jornais e revistas
contam com versões eletrônicas. Sem prazo definido,
a Microsoft - desde agosto, dona de 11% das ações
da Globocabo - deve lançar aqui a TV interativa. Será
possível programar recados, que entram como inserção
na tevê, ou acessar o correio eletrônico e até
comprar um produto, com apenas um clique no controle remoto durante
a exibição do anúncio.
A
receita das mídias encolheu
5,4% entre janeiro e maio deste ano. A TV foi quem mais
perdeu: - 13% |
As
empresas também estão se familiarizando com o e-commerce.
Até agora, esse tipo de venda não mostrou grandes
vantagens, mas atrai uma montanha de companhias, que temem perder
a iniciativa e o espaço para a concorrência. Os negócios
eletrônicos devem render, este ano, R$ 68 milhões:
85% do total da América Latina, segundo pesquisa do Boston
Consulting Group, com compras de supermercados, livros e computadores.
A
expectativa movimenta os gigantes, três só no primeiro
semestre deste ano. A brasileira e líder UOL comprou a
Miner Technology e planeja tornar-se uma companhia aberta e negociar
seus papéis na bolsa de Nova York ou na Nasdaq, o pregão
eletrônico americano no qual se concentram as empresas de
tecnologia da informação. A Telefônica Interativa
comprou da gaúcha RBS o controle da ZAZ. E a America On
Line - maior provedora de acesso do planeta - está já
está se acomodando no país.
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TAVARES,
da Abranet:
'Sua expansão tem
sido mais rápida do que a do rádio e a da TV
no passado e atrai recursos de todas as pontas do negócio'
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Por
ora, não se pode culpar a Internet pela performance da
publicidade. Nela, a receita de mídia equivale a apenas
1% da publicidade no Brasil, cerca de US$ 80 milhões. Pesquisa
feita pela Inter-Meios/Meio & Mensagem nos primeiros cinco
meses deste ano mostra que o faturamento total das mídias
foi de R$ 2,74 bilhões - 5,4% menor que em igual período
do ano passado. O desempenho só não foi pior por
conta da concorrência nos setores de telefonia, bancos e
automotivo.
A
TV foi a que mais perdeu (- 13,%). Jornais e revistas ficaram
com o melhor desempenho: 8,4% e 6,6%, respectivamente. Mantida
a tendência, o setor poderá sofrer, pelo segundo
ano consecutivo, perda de receita. Em 1998, o resultado em dólares
diminuiu 3,02% sobre o ano anterior.
A mídia impressa tem mostrado vitalidade. Os jornais O
Globo e Folha de S.Paulo lançaram suas versões populares
Extra e Agora. Em junho deste ano, foi criada a Editora Camelot,
que já conta com dez títulos de diferentes áreas.
Em um ano, 13 títulos de revistas femininas aumentaram
em 70% as vendas para o público de menor poder aquisitivo.
Em agosto, o Grupo Três de Comunicação lançou
ISTOÉ GENTE. Cinco títulos sobre Internet estão
a caminho das bancas, somando-se aos dois já existentes.
Como se vê, as mídias convergem. Não se anulam.
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