O sultão do futebol Quem é o Trump das Arábias que investiu 244 milhões de euros num time inglês
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FAHIM: bon vivant, é apaixonado por mulheres e futebol |
NO FINAL DO ANO PASSAdo, o bilionário árabe Sulaiman al Fahim criou um programa de tevê inspirado no Aprendiz, do americano Donald Trump. Na estréia da série, Fahim montou dois times de executivos, um inglês e outro americano. Aquele que se saísse melhor nas situações de negócios apresentadas por ele levaria uma bolada de US$ 1 milhão. Deu empate - e os dois ganharam o prêmio. O episódio ilustra bem a disposição de Fahim para gastar dinheiro. Na verdade, muito dinheiro. Ao contrário de Trump, que parece ter prazer em demitir, o árabe adora contratar. No início de setembro, ele pagou 244 milhões de euros pelo Manchester City, um time modesto da Inglaterra (uma espécie de Portuguesa, numa comparação com clubes brasileiros). E foi logo desembolsando fortunas. Pagou 40 milhões de euros pelo brasileiro Robinho, trazido do Real Madrid, e 20 milhões de euros pelo ex-corintiano Jô, contratado junto ao russo CSKA. Também trouxe o meia Philips, ex-Chelsea, por 26 milhões de euros. É o suficiente? Não para a ambição de Fahim. "Quero ter o maior time do mundo e não economizarei despesas para isso", afirmou em entrevista a um jornal árabe.
Nascido em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, Fahim é filho do maior construtor civil do país. Aos 31 anos, tem seu próprio grupo empresarial, o Abu Dhabi United Group for Development and Investment, que atua no ramo imobiliário, financeiro e de entretenimento. À medida que ampliava a riqueza da família, foi se tornando um bon vivant. Adora dar festas, digamos, nababescas, e pagar para que gente famosa apareça nessas ocasiões. Estrelas de Hollywood, como Demi Moore e Leonardo Di Caprio, foram vistas ao lado do bilionário e bandas de rock do calibre de Aerosmith já deram show particulares para ele. Os jornais dos Emirados Árabes dizem que apenas um assunto é capaz de rivalizar com sua paixão por belas mulheres: o futebol. Isso explica por que ele decidiu colocar suas fichas no time inglês. Fahim tem o sonho declarado de convencer o português Cristiano Ronaldo a vestir a camisa do Manchester City. Não será uma tarefa fácil. Considerado por muitos o melhor jogador do mundo na atualidade, Cristiano joga no maior rival do City, o Manchester United. Há duas semanas, a imprensa internacional noticiou uma oferta de espantosos 165 milhões de euros pelo craque, o que não foi confirmado por nenhum dos lados envolvidos no negócio.
"Quero ter o maior time do mundo e não economizarei despesas para isso"
SULAIMAN AL FAHIM, empresário árabe que está entre os mais ricos do mundo
Fazer do Manchester City um time de primeira grandeza exigirá muito dinheiro. O time não vence o campeonato inglês desde 1968. Seu último título importante foi a Copa da Liga, um torneio menor, em 1976. No final dos anos 90, quebrado e perdendo torcedores para os rivais, o clube chegou ao fundo do poço ao cair para a terceira divisão. Aos poucos, foi recuperando terreno, mas ainda está longe de ser uma potência. O City vive à sombra do Manchester United, que tem a maior torcida e uma coleção de títulos incomparável. Fahim quer seguir os passos do magnata russo Roman Abramovich, que comprou o Chelsea em 2003, time que hoje está entre os mais poderosos da Europa. Fahim teria uma vantagem. Como alguns dos negócios dos dois bilionários são nebulosos, é difícil precisar a fortuna de cada um. Mas os jornais árabes garantem que, nesse quesito, Fahim é imbatível. Sua fortuna, dizem, é pelo menos dez vezes maior que a do russo.


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