Exportação À FRANCESA Seguradora Coface finaliza aquisição no Brasil, parte para novas compras e se prepara para se tornar correspondente bancário
MÁRCIO KROEHN
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| BLANCO: seguro de exportações tem mercado potencial de US$ 32 bilhões |
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Negócio à vista. A Compagnie Française d’Assurance pour le Commerce Extérieur (Coface) está bem próxima de se tornar a sócia majoritária da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE). A transação envolve a compra da participação de quatro sócios da SBCE: Bradesco, Unibanco, SulAmérica e Minas Brasil. Cada um tem 12,1% da empresa. “Faltam pequenos detalhes para finalizar o negócio”, confirma José Rudge, presidente do Unibanco AIG. Se for concretizado, como se espera, a Coface, que já é acionista da empresa, terá 75% do capital. O preço e as condições de pagamento já foram fechados e falta acertar os trâmites jurídicos para a assinatura do contrato da venda. Segundo a DINHEIRO apurou, a francesa irá desembolsar R$ 10 milhões – uma pequena quantia para um grande negócio.
Para a Coface, aumentar a participação dentro da SBCE é colocar os pés nas exportações de médio e longo prazos como parceira exclusiva do governo federal – os outros sócios continuarão sendo o Banco do Brasil e o BNDES, donos de 25% da companhia. Fundada em 1997, a SBCE atua como garantidora das vendas externas para empresas brasileiras, protegendo-as de riscos comerciais, políticos ou extraordinários. Em caso de calote do comprador ou controle de capitais que impeçam a remessa de divisas para o Brasil, ela garante o pagamento. O mercado potencial envolve o seguro de exportações de US$ 32 bilhões (20% do total).
O seguro de crédito também pode ser contratado para vendas internas no Brasil. A Coface atua nos dois mercados e disputa coberturas de riscos avaliados em US$ 17,8 bilhões. Em quatro anos, o volume de prêmios das companhias de seguro de crédito que atuam no País cresceu 211%, para R$ 99,3 milhões. É apenas a ponta de um iceberg. Os riscos cobertos no Brasil equivalem a 1,7% do PIB, fatia que tende a aumentar muito nos próximos anos – na França, a relação é de 10,3%. “Esse tipo de garantia vai crescer no Brasil na esteira da expansão do crédito”, diz Fernando Blanco, presidente da Coface.
A SBCE é o primeiro passo da expansão planejada pela Coface no Brasil. Ainda neste ano ela quer se tornar correspondente bancário do banco francês de atacado Natixis. Blanco quer ainda concretizar a compra de uma empresa de crédito e cobrança. Que venham mais euros.
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