Os destaques na gestão As empresas que brilharam nos cinco critérios de avaliação do ranking de AS MELHORES DA DINHEIRO
 |
FÓRMULA DE SUCESSO: redução nos custos, endividamento baixo e excelente lucratividade |
Gestão Financeira
GRENDENE
NO EMBALO das vendas crescentes e dos custos ajustados, a Grendene tem repetido uma proeza que, nos últimos tempos, se tornou prática comum dentro da companhia. Por trimestres consecutivos, a empresa consegue fechar os seus balancetes trimestrais com dinheiro sobrando no caixa. E não se trata de ninharia. O caixa líquido da fabricante de calçados atingiu o volume recorde de R$ 602 milhões em junho, um montante 59% acima do apurado no final do ano passado. Ao final do ano anterior, o caixa já alcançava R$ 379 milhões - levando a uma engorda de mais de R$ 223 milhões num curto espaço de seis meses. Além da estratégia acertada no campo operacional - com o foco na venda de produtos de maior valor agregado e ampliação no volume exportado -, uma rigorosa gestão financeira foi fundamental nesse processo.
Os principais indicadores da empresa mostram como a administração dos recursos tem sido feita de forma acertada. O grupo se protege de variações cambiais por meio de operações de hedge. E há aumentos constantes na receita obtida em aplicações financeiras. Esse volume cresceu 20% até junho e 26% no ano passado, atingindo mais de R$ 84 milhões em 2006. Com as operações de hedge, a companhia consegue registrar ganhos maiores. Foram R$ 14,9 milhões até junho de 2007, contra R$ 12,1 milhões no mesmo período de 2006. "A Grendene tem como foco obter os melhores resultados, por meio de uma constante busca por reduções de custos. O endividamento é baixo e os juros, os menores do mercado, mas isso é conseqüência da excelente lucratividade", diz Francisco Schmitt, diretor de relações com investidores da companhia.
Uma olhada mais atenta no fluxo de caixa da Grendene e dá para entender como a máquina de resultados do grupo funciona. A maior parte dos chamados recursos disponíveis é fruto do aumento das atividades operacionais da empresa. Ou seja, a empresa se dá bem porque - além de ser financeiramente ajustada - ela vende mais, gasta menos e faz sobrar mais capital. "A gestão financeira tem foco no negócio, mantendo controles internos apropriados para obtenção de máxima rentabilidade com risco apropriado. Somos ousados na operação e conservadores nas finanças", afirma Schmitt.
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | Próxima >> |