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CBA, a melhor das melhores
Com agressiva política de crescimento e respeito ao meio ambiente, a empresa conquista o País

QUANDO FOI fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) estava em uma área eminentemente rural. Os 74 quilômetros que a separavam da capital paulista eram longos e com poucas interferências urbanas. Hoje, a CBA é uma fábricacidade imersa em um município que se

CLAUDIO GATTI/AG. ISTOÉ
ANTÔNIO ERMÍRIO: Integração é o diferencial

construiu às margens da empresa de Antônio Ermírio de Moraes e lhe deve até o nome, Alumínio. Seus 15,2 mil moradores dependem da companhia. Quase três mil deles trabalham na fábrica que hoje produz 475 mil toneladas de alumínio primário que são distribuídos para o Brasil e para o mundo. As distâncias encurtaram. Trens aproximaram a empresa de Minas Gerais, onde estão instaladas três mineradoras que tornaram a companhia auto-suficiente em bauxita (matéria- prima do alumínio). Cabos possibilitaram a autogeração de 60% da energia utilizada na fábrica graças a 13 usinas hidrelétricas próprias e outras cinco parceiras. E os caminhões aproximaram a CBA de seus clientes, ao distribuírem 60% de sua produção para 13 filiais espalhadas pelo Brasil. Os outros 40% vão ainda mais longe e levam o Brasil para a Europa e os Estados Unidos. “Ao longo dos anos, essa integração tornou-se estratégica para a companhia”, afirma Moraes. Graças a ela, seus custos são inferiores aos da concorrência e a proximidade do principal mercado consumidor, São Paulo, a coloca em vantagem competitiva. Isso foi fundamental para que a empresa conquistasse o título de Empresa do Ano de AS MELHORES DA DINHEIRO.

Dentro dos portões, o gigantismo da CBA confirma o título. Em 700 mil m2, a CBA é a maior empresa integrada do mundo: do processamento da bauxita até a produção de bobinas, placas, lingotes e folhas de alumínio, tudo é feito na mesma planta. Além disso, a empresa também é a maior produtora de alumínio primário da América Latina e trabalha em nova expansão. Em três anos a produção deve pular de 475 mil para 615 mil toneladas, permitindo à empresa manter o crescimento histórico de 9,6% ao ano. Foi graças a esse ritmo que a empresa fechou o ano passado com receita líquida de R$ 2,7 bilhões e lucro líquido de R$ 892 milhões. Mas Moraes e sua equipe não estão satisfeitos. Querem continuar a crescer e cada vez mais.