Brasileiros no poder Eles subiram ao topo de grandes multinacionais, têm BILHÕES PARA INVESTIR e suas decisões podem MUDAR O MUNDO. Saiba como esses executivos chegaram tão longe
Por Adriana Mattos, Lana Pinheiro e Leonardo Attuch
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André Esteves
O jovem carioca de 38 anos, que era um dos principais sócios do banco de investimentos Pactual, irá comandar a área de renda fixa do banco suíço UBS, em Londres. Isso significa que ele terá sob seu comando nada menos que US$ 900 bilhões. Nunca um brasileiro subiu tão alto no mundo das finanças globais. Além disso, seu patrimônio pessoal já é superior a US$ 1 bilhão e cresceu depois da venda do Pactual ao UBS. |
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Há pouco mais de um ano, quando o suíço UBS comprou o banco de investimentos Pactual por US$ 3,1 bilhões, um ar de resignação tomou conta do mercado financeiro. Por um punhado de dólares, mais uma empresa brasileira – talvez a mais bem-sucedida da história recente – terminava em mãos estrangeiras. Com a operação, alguns imaginavam que, em pouquíssimo tempo, a agilidade dos garotos do Pactual seria substituída pela frieza dos suíços. Era uma leitura equivocada. Para saber o que realmente estava acontecendo, bastava conhecer a história e o perfil do principal executivo por trás do negócio. No momento da venda, o carioca André Esteves já havia traçado um desenho do seu futuro, como um enxadrista que tenta enxergar duas ou três jogadas à frente. Na semana passada, o futuro chegou. O principal sócio do Pactual assumirá o cargo de chefe global de renda fixa do UBS em Londres e terá sob suas asas a gestão de inacreditáveis US$ 900 bilhões – um valor próximo ao PIB nacional. Nunca um brasileiro voou tão alto no mundo das finanças globais. Antes dele, Álvaro de Souza havia se tornado o maior gestor de fortunas do Citibank, mas cuidava de uma carteira de US$ 60 bilhões. Henrique Meirelles, quando presidiu o BankBoston mundial, comandou um banco de US$ 70 bilhões. A escala alcançada por Esteves, hoje com 38 anos, é inédita e impressionante.
“Com a sua experiência em mercados emergentes e com o histórico de sucesso na criação de um banco tão ágil como o Pactual, ele irá implementar uma estratégia de crescimento”, disse Huw Jenkins, chairman do UBS.
Personagens
Carlos Ghosn
Aos 51 anos, esse brasileiro de Rondônia é o executivo mais bem pago da Europa. Por ano, ele recebe € 45,5 milhões como presidente da Renault e Nissan. O grupo fatura US$ 130 bilhões e investirá 11% da receita em três anos.
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Carlos Brito
Aos 47 anos, o presidente mundial da Inbev comanda a maior cervejaria do mundo. No seu portfólio estão 200 marcas. A empresa atua em 30 países e faturou € 13,3 bilhões no ano passado. |
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Alberto Weisser
De Nova York, o CEO mundial da Bunge, uma gigante em alimentos do mundo, responde pelas operações em 21 países, que faturam US$ 26,3 bilhões. O grupo tem 22 mil funcionários. No Brasil, o investimento será de US$ 1 bilhão. |
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Paulo Sérgio Kakinoff
O jovem executivo de 32 anos é hoje uma das peças mais importantes da Volkswagen no mundo. Chefe de desenvolvimento de vendas do grupo, responde pelas ações de marketing da empresa em 40 países e tem US$ 2 bilhões para investir. Sediado em Wolfsburg, na Alemanha, ele tem a missão de reposicionar as marcas de vários modelos da montadora, que vende 5,6 milhões de automóveis por ano.
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Nicandro Durante
Aos 49 anos, ele assumiu uma diretoria mundial da British American Tobacco, que controla a Souza Cruz no Brasil e fatura € 25 bilhões. É o responsável pela operação do grupo em 50 países, onde as vendas chegam a 120 bilhões de cigarros. |
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Paulino do Rego Barros Jr.
Presidente de Operações Globais da AT&T, a maior operadora mundial de telecomunicações, ele é responsável por investimentos de US$ 18 bilhões de uma empresa que fatura US$ 117 bilhões. Com base em Atlanta, nos Estados Unidos, tem como principal missão ampliar as receitas da AT&T com soluções IP, que ligam telefonia à internet. |
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Alain Belda
Foi o primeiro executivo brasileiro a chegar ao topo de uma multinacional. Aos 63 anos, ele comanda a gigante do alumínio Alcoa, que tem mais de 124 mil empregados, espalhados em 300 unidades operacionais em 44 países. Sob seu comando, o grupo faturou US$ 30,4 bilhões em 2006. |
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Joesley Batista Júnior
Dono do grupo Friboi, ele passou a comandar o maior frigorífico do mundo, ao adquirir a Swift por US$ 1,4 bilhão. Sua empresa, fundada por seu pai em 1953, hoje abate 47 mil animais por dia e tem uma receita global de US$ 11,5 bilhões. É a maior no Brasil, nos Estados Unidos, na Austrália e na Argentina, os grandes celeiros da pecuária. |
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Roger Agnelli
Com a aquisição da canadense Inco, por US$ 18 bilhões, e de uma série de mineradoras no mundo, a Vale do Rio Doce, comandada por Roger Agnelli, hoje tem um valor de mercado de US$ 114 bilhões e é a empresa mais valiosa do Brasil. Para os próximos anos estão programados investimentos de US$ 7,4 bilhões, o que faz da Vale a maior multinacional brasileira. |
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