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FUNDOS DE INVESTIMENTOS
Quer arriscar para ganhar mais? Vá em frente - mas com segurança
O que fazer para diversificar as aplicações sem correr riscos de afundar se a onda de otimismo econômico acabar

POR MILTON GAMEZ
Fotografado para a DINHEIRO por Edu Lopes


BASTOS: "O investidor vai ter de correr mais riscos. É uma evolução natural do mercado"
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Arriscar é preciso. Perder dinheiro, não. O maior desafio dos investidores nesses tempos de juros cadentes, ações ascendentes e dólar cambaleante é conciliar a vontade de obter maiores retornos financeiros sem correr riscos desnecessários e, principalmente, sem sofrer perdas, caso a maré de otimismo com a economia brasileira arrefecer - ou, no pior cenário, acabar. Não se vê nenhuma tempestade no horizonte, mas os ciclos econômicos não foram abolidos e é melhor estar preparado para os períodos de baixa. Quando os mercados desabam, os investidores incautos sempre perdem mais que os experientes. Se você já está insatisfeito com o rendimento cada vez menor dos fundos de renda fixa, terá de sair deste porto seguro e arriscar-se em aplicações mais ousadas, como os fundos de ações e os multimercados. E como fazer isso com segurança? Saiba a resposta nas próximas páginas.

Pelo terceiro ano consecutivo, DINHEIRO publica o guia Fundos de Investimentos. Elaborado em parceria com a Quantum Avaliação de Fundos de Investimento, este guia traz informações importantes para a escolha dos fundos mais adequados ao seu perfil de investidor. A Quantum acompanhou o desempenho de 6.559 fundos nos últimos 12 meses. Essas carteiras reuniam, em 30 de abril passado, um patrimônio de R$ 985 bilhões - marca que passou de R$ 1 trilhão em maio.

Para a elaboração dos rankings de rentabilidade, os fundos foram agrupados em cinco classes principais, conforme suas políticas de investimento: renda fixa, renda fixa DI, multimercado, ações (gestão ativa) e cambial. Em seguida, a amostra foi filtrada conforme o público-alvo dos fundos: investidores dispostos a aplicar inicialmente até R$ 10 mil; de R$ 10 mil a R$ 50 mil; e acima de R$ 50 mil. O resultado foi uma amostra final de 797 fundos, que reuniam R$ 353,8 bilhões e respondiam por 26% das aplicações nesse tipo de investimento. Os rankings levaram em conta, ainda, o patrimônio individual de cada fundo. Foram considerados somente os dez maiores em cada categoria dividida por faixa de aplicação inicial, num total de 135 finalistas.

O resultado é um retrato abrangente das aplicações da maioria das pessoas físicas que são clientes de bancos e gestoras de investimento independentes. "Os rankings mostram os fundos mais rentáveis dentre os maiores disponíveis no mercado", afirma Maxim Wengert, sócio da Quantum. Note, nas tabelas, a última coluna da direita, em que são concedidas notas de um a cinco conforme o risco medido pela oscilação diária das cotas. "Quanto maior a nota, maior é a volatilidade das cotas do fundo em relação aos demais da mesma categoria", explica Wengert. É uma medida importante para o investidor comparar o rendimento dos fundos levando os riscos em consideração.

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