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NEGÓCIOS |
Quarta-feira, 26 de maio
de 2004 |
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FOGE A REGRA |
Foco da empresa agora é evitar que os clientes
adoeçam. Sai mais barato prevenir do que remediar |
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Leia
também
- Raio-x da empresa
Patrícia
Cançado
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Machado,
presidente Call Center só com médicos
e enfermeiros |
A
lógica das empresas de plano de saúde é cruel:
ao contrário do que diz o ditado popular, nesse setor o melhor
é remediar do que prevenir. A Medial Saúde, a terceira
maior do País, resolveu inverter a regra: vai investir para
que seus usuários não fiquem doentes. Fica mais barato
gastar com prevenção do que mais tarde com cirurgias,
internações e idas ao pronto-socorro. Hoje na Medial
apenas 20% dos pacientes a maioria doentes crônicos
consomem 80% de tudo o que a companhia gasta. Investir
em prevenção é a saída, diz Irlau
Machado, presidente da empresa. É o raciocínio
lógico, mas nesse setor sempre se ganhou dinheiro com doença.
Ex-executivo
do mercado financeiro, Machado acaba de assumir o posto. E já
traçou um plano. Daqui para frente, a Medial vai acompanhar
de perto a rotina dos seus doentes crônicos, convidando-os
para palestras, lembrando-os de fazer exames e até de tomar
remédios. Para isso vai enviar cartas, dar telefonemas e
está até montando um call center só de médicos
e enfermeiras. A previsão é que os custos caiam 5%
num primeiro momento. As empresas desse setor cresceram muito
no Plano Real, mas estagnaram. Agora elas precisam reinventar o
negócio, diz Luis González, sócio da
Vidalink, empresa especializada em gestão de saúde.
E a prevenção tem se mostrado o caminho mais lógico.

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Faturamento
R$ 590 milhões
Usuários
720 mil
Rede
própria 11 centros médicos e 3 hospitais
Rede
credenciada 11 mil hospitais, clínicas, laboratórios
e centros médicos |
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