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ESTILO
DINHEIRO |
Quarta-feira, 26 de maio
de 2004 |
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| EXECUTIVOS
CAEM NA ÁGUA |
Empresários combatem o estresse jogando pólo aquático,
obtêm
ótimos resultados e representam o Brasil em mundial na
Itália |
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Leia
também
- Assim jogam os Masters
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Rumo
a San Marino Da esq. para a dir.: Maynard, da Maynard Records;
Araújo, da Geração Conteúdo; Lacerda,
da Loteamentos Fazenda; Giosa, da RGS Engenharia; Figueiredo,
ex-diretor do BC; Monteiro, da Highicar; Martinez, da Bankauto;
e Figueiredo, da M. Safra |
Uma
delegação de empresários dos setores financeiro,
farmacêutico, têxtil, automobilístico, de mídia,
moda e entretenimento está de malas afiveladas para enfrentar
uma dura concorrência na Europa. Em junho, na República
de San Marino, eles terão de bater adversários de
todos os quadrantes do mundo. Não se trata, entretanto, de
mais uma etapa do esforço exportador brasileiro. Ali, a disputa
vai acontecer dentro da piscina, em torno de uma bola amarela e
valendo o título para masters de campeão mundial de
pólo aquático. Inventado pelos ingleses, o jogo é
considerado pelo Comitê Olímpico Internacional como
o esporte coletivo mais difícil do mundo. No Brasil, o pólo
aquático é restrito a clubes de elite e se
tornou um ponto de união para executivos bem-sucedidos superarem
seus limites físicos na idade madura.
Todos
aqui se conhecem há pelo menos 20 anos, diz o economista
Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e sócio
da Gávea Investimentos, à beira da piscina em que
os amigos treinam. Ele mesmo, hoje com mais de 40 anos, começou
a jogar aos 12. A cada um de nós o pólo aquático
ajuda de alguma maneira. Para o empresário da construção
civil Ricardo Giosa Sasso, o esporte é uma espécie
de organizador pessoal. Não dá para comer demais,
se exceder na bebida ou dormir fora de hora e, ao mesmo tempo, jogar
pólo aquático, enumera. Esse jogo aumenta
a vida útil da gente, classifica Marcos Maynard, ex-presidente
da Sony Music no Brasil. Um dos administradores dos recursos da
família Safra, o economista Guilherme Figueiredo é
o capitão da equipe masters 30 Mais, de jogadores com idade
superior a 30 anos. Dois anos atrás, quando ninguém
esperava, levantamos o vice-campeonato mundial. Agora, queremos
subir um degrau.
Vai
ser pedreira. Mais de 30 países enviarão delegações
para o campeonato, chancelado pela Federação Internacional
de Natação (Fina), a ser jogado entre 7 e 13 de junho.
Haverá disputa, também, para a categoria 35 Mais,
na qual o País ficou em terceiro lugar na última competição,
na Nova Zelândia. O grupo está treinando forte. Num
jogo, um atleta chega a nadar até 1,5 mil metros. Os batimentos
cardíacos vão a 200 por minuto. Há muito contato
físico. Sangramentos no rosto, hematomas nas pernas e arranhões
pelo corpo são conseqüências tidas como naturais.
Os masters pegam mais leve, mas os jogos são sempre
duros, diz o publicitário Décio Junqueira, técnico
do 35 Mais. Ele é um exemplo de que, nesta equipe, os negócios
convivem em harmonia com o esporte. Sua agência, a Latina
MSG, ganhou a concorrência para a conta da Gávea Investimentos,
em que o ex-presidente do BC Armínio Fraga, Luiz Fernando
Figueiredo e outras estrelas do mercado gerenciam RS 1 bilhão
em recursos.
Dentro
dágua, os executivos se chamam por apelidos dos tempos
de infância. Tornam-se Potro, Goiaba, Muquifo, Bisguila e
Horse. Brincadeiras dão o tom dos treinos. Cada um vai bancar
suas próprias despesas de viagem, mas todos jogarão
em nome do Brasil. O País vai se orgulhar desses meninos,
crava Alexandre Meyer, técnico da equipe 30 Mais, a quem
os jogadores chamam de Papi.

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Duração
da partida: quatro tempos de cinco minutos cada, com intervalos
de um minuto e meio
Piscina:
25 metros de extensão por 20 de largura
Gol:
trave de madeira com frente reta, 0,90 m de altura e 3 m de
largura
Bola:
feita de material plástico, pesa 430 gramas É
sempre amarela
Jogadores:
um goleiro e seis atacantes. A quatro metros do gol, apenas
o goleiro pode pegar a bola com as duas mãos
Equipamento:
sunga e touca com proteção para os ouvidos
Juízes:
dois, que atuam em lados opostos da piscina
Punições:
as duas primeiras faltas graves implicam expulsões
temporárias de 15 segundos. A terceira expulsão
é definitiva
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