Veja outros sites:
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Reportagens
 Testes
 Galeria de fotos
 Horóscopo
 Seu trabalho
 Dicionário
 Especiais
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Estilo Dinheiro
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Empresas do bem
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 Edições anteriores
 Assinaturas
 Expediente
 Publicidade
 Fale conosco
Assine a Newsletter

DINHEIRO DA REDAÇÃO Quarta-feira, 26 de maio de 2004

NO RITMO DA TPC, A TPM DO BC

O que quase todo brasileiro deve estar se perguntando agora é quem afinal assessora tão mal o Banco Central e por quais caminhos tortuosos seguem suas análises para praticar tantas barbeiragens em se tratando de política monetária. Não há um escasso analista, economista ou membro da banca financeira que não alertasse para o risco endêmico no País caso o BC desse sinais de hesitação na sua rota de juros – que começava um caminho lento e gradual de queda nos últimos meses. Uma queda insuficiente, mas de qualquer maneira uma queda. A leitura do mercado estava prefixada: se o BC não criasse uma contra expectativa aos maus presságios internacionais, os apostadores iriam entender que o governo estava dando aval ao pessimismo e correriam para cima como leões à presa abatida. Dito e feito. Ao público, a equipe econômica – de Palocci a Meirelles – vinha anunciando que estava tudo bem, que as “turbulências de curto prazo” do mercado externo não afetariam a economia brasileira. Na mesa do Copom, os atos e a ata desmentiram os atores. Autoridades econômicas mostraram, sem disfarces, que temiam a crise. Para justificar a manutenção da taxa em 16% ao ano, alegaram medida de cautela contra a “turbulência”. A mesma cautela que levou o BC a interromper inexplicavelmente a trajetória de recuo dos juros no início do ano, fabricando outro “Deus nos acuda”. Desde os tempos do sr. Meirelles, o Copom vem praticando uma fórmula curiosa de cautela, que gera o mesmo efeito de álcool na fogueira. Enquanto isso criou-se no País o que alguns observadores de mercado vêm chamando de Tensão Pré-Copom, ou TPC – uma versão monetarista da TPM que altera humores femininos. A TPC, viu-se na prática, em se tratando do BC brasileiro, tanto pode ser entendida como um tensão “pré” ou “pós” Copom, já que o tal comitê de política monetária, depois de reunido, sequer consegue abrandar os efeitos da má expectativa em relação a suas decisões. Na base do 0,25% para cima, 0,25% para baixo – ou taxa parada – o BC causa estardalhaço por nada e fixa uma mensagem inevitável: hesitação, a cautela dos acuados.

Carlos José Marques

ENQUETE

Você odeia
os EUA?

• Sim
• Não
• Mais ou menos
Vote aqui
FÓRUM

Pesquisa do IBGE revela que quase metade dos brasileiros não
come o suficiente. Enquanto isso, a
PF prendeu vários funcionários do Ministério da Saúde, acusados de desviar R$ 2 bilhões de reais desde 1990. Que tal?

 

© Copyright 1996/2004 Editora Três