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PODER |
Quarta-feira, 19 de maio
de 2004 |
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Por
HUGO
STUDART
Com Adriano Ceolin e Gustavo Gantois
| O
PEQUENO NOTÁVEL |
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US$
879 MILHÕES
foi quanto os turistas gastaram no Brasil no
primeiro trimestre |
Restou
este ano para o ministro Walfrido Mares Guia, do Turismo,
um minguado orçamento de R$ 230 milhões
e uma pasta com 140 pessoas. Mas ele tem mostrado feitos
notáveis. No primeiro trimestre deste ano, houve
uma entrada recorde de turistas (1 milhão) e de
dólares (US$ 879 milhões), 65% a mais que
no ano passado. Os vôos charters cresceram 138%.
O setor respira uma onda de alto astral. Pesquisa da Fundação
Getúlio Vargas com 741 empresas de 25 Estados aponta
vendas de R$ 1,2 bilhão em 2004. Nada menos que
99% dos empresários acreditam na expansão
de seus negócios, enquanto 1% apontam estabilidade.
Em 2003, 83% das empresas previam crescimento, 10% estabilidade
e 7% decréscimo. Neste governo, o turismo
no Brasil vai crescer 8% ao ano, promete Walfrido.
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CALOTES
NO BNDES
0,6%
foi o índice
de calotes no BNDES no
começo de 2004. |
A inadimplência
no BNDES caiu. No primeiro trimestre deste ano, o banco sofreu apenas
0,6% de calote, contra 2% no mesmo período de 2003. A média
de inadimplência dos bancos privados foi de 5%. Carlos Lessa,
presidente do BNDES, acredita que a boa nova é fruto de sua
ordem de acompanhar de perto os contratos antigos. O Banco já
está cobrando no primeiro atraso. Antes, a tolerância
era de três meses.
INADIMPLÊNCIA
NO CAMPO
Luz
amarela no setor que tem segurado a economia brasileira. A inadimplência
do crédito rural do Banco do Brasil já atinge 20%
do total dos contratos. A crise alcança agricultores que
renego-
ciaram suas dívidas em 2001. No Banco do Nordeste, respon-
sável por quase a totalidade dos créditos agrícolas
da região, a inadimplência chega a 30%.
PRESTÍGIO
COM LULA
Quem
está em ascensão junto ao presidente Lula é
o advogado José Antônio Toffoli, subchefe de Assuntos
Jurídicos do Gabinete Civil. O chefe José Dirceu vem
alardeando que ele desmontou dezenas de bobagens jurídicas
de outros ministérios. Lula já chegou a convidá-lo
para chefiar a Advocacia Geral da União, quando o ministro
Álvaro Ribeiro Costa ameaçou pedir demissão
em meio a uma briga com Antônio Palocci.

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EM
ALTA |
Ele
negou, tergiversou, esperou que o adversário Paulo Maluf
fosse alvejado até que na quinta-feira 13 José
Serra finalmente assumiu que é candidato a prefeito de
São Paulo. Nas pesquisas, ele já sai na frente
da atual prefeita Marta Suplicy, com 22% contra 17%. Serra também
está conseguindo seduzir um grande arco de aliados em
outros partidos. O principal efeito da sua candi-
datura é instigar o debate nacional sobre a atual política
econômica do governo Lula. Serra aposta que conseguirá
transformar o pleito local num imenso plebiscito. |
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Este
foi um tiro no pé na guerra que a Coca-Cola está
travando contra a concorrente Dolly. Na semana passada, Brian
Smith, presidente da multinacional no Brasil, admitiu que uma
engarrafadora de Coca-Cola da qual é sócio, a
paulista Spal, praticava sonegação fiscal. De
acordo com cálculos do governo paulista, a Spal estaria
devendo R$ 75 milhões de ICMS. Ele disse que a dívida
já está sendo honrada. Mas bastou a declaração
para que fosse convocado a depor na Justiça, em São
Paulo, e na Comissão de Fiscalização
da Câmara dos Deputados, em Brasília. |
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