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CAPA DA SEMANA

PODER
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Expedito Filho

POR MAIS CAIXA

Saem os senadores Jader Barbalho e Antônio Carlos Magalhães e entram em cena seus apadrinhados: os ministros Eliseu Padilha, dos Transportes, e Rafael Tourinho, das Minas e Energia. Os
dois estão na disputa por mais caixa
para seus ministérios. Tudo isso porque já está no Ministério da Fazenda o texto da emenda constitucional que cria um imposto sobre importação de petróleo em substituição à taxa sobre refino

que seria cobrada a partir de agosto e que não vai ser mais. Os dois ministros disputam a receita do novo imposto. “Esse dinheiro não pode ir para o Transportes”, exige Tourinho. “O que não pode é a receita acabar nas Minas e Energia”, rebate Padilha. A emenda está pronta, mas o destino da receita será, ainda, definido por FHC. De concreto mesmo é que vem aí um novo imposto.

EM ALTA
O líder do PT na Câmara, deputado Aloysio Mercadante, nunca comemorou tanto uma derrota como a da semana passada, quando o governo aprovou o subnutrido salário mínimo de 151 reais. Explica-se: a derrota tinha o o endereço do PT, mas foi depositada na caixa postal do PFL da Bahia. Depois de um início vacilante, quando esteve à reboque do PFL, o maior partido de oposição dividiu a base aliada e acabou expondo os nomes dos governistas favoráveis ao desidratado salário.

EM BAIXA

Isolado dentro e fora de seu partido, ACM superestimou sua própria força e acabou colecionando uma série de fracassos. Brigou contra tudo e contra todos. Desafiou o governo na votação do salário mínimo e foi obrigado a recuar para não perder os ministérios da Previdência Social e de Minas e Energia. Solitário, o senador já está pensando em candidatar-se ao governo da Bahia para não perder a forte liderança regional que exerce.

CAIXA ECONÔMICA
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Bomba social

Existe uma bomba social pronta para estourar. A Caixa Econômica Federal alcançou a marca de 178 mil devedores. Hoje o saldo devedor é de cinco bilhões de reais. O assustador é que, nos próximos cinco anos, a dívida dos mutuários chegará a R$ 15 bilhões.

GRAMPO
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Ele voltou

Quem não se lembra de José Amaro Pinto Ramos, o famoso lobista brasileiro, amigo íntimo do ex-secretário de Comércio americano, Ron Brown? Pois bem, ele está de volta. Desta vez para sugerir a um ministro do governo Fernando Henrique uma rede telefônica à prova de grampo. Nada de misturador de vozes, mas um sistema de alternância de freqüências permanentes. Foi apenas um conselho tecnológico, pois Pinto Ramos, uma usina de segredos, já utiliza o sistema com sucesso.

PATENTE
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Mister acarajé

Essa é com dendê, mas as baianas não vão gostar. O acarajé, aquele bolinho de feijão frito no azeite de dendê, não é mais nosso. É de propriedade do grupo Sheraton. A marca está registrada no INPI como sendo do grupo hoteleiro. A descoberta foi feita pelo deputado Jaques Wagner (PT-BA), que pretendia abrir um restaurante no Rio de Janeiro, com o nome do bolinho.



SONEGANDO IMPOSTO

O Banco Central já foi notificado pela Receita Federal de que quatro gigantes do sistema bancário estão sonegando a Contribuição Provisória por Movimentação Financeira (CPMF). Estão utilizando ardis bancários que diminuem pela metade a CPMF de uma duplicata de R$ 100. O BC vai jogar duro com os espertalhões.

AMIZADE PRESERVADA
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, reconhece que há mesmo no Itamaraty uma disputa por seu posto. Lampreia sonha com aposentadoria e depois, quem sabe, com a iniciativa privada. Mas assegura, contudo, que a amizade com FHC está preservada.
VIVOS DEMAIS

Mesmo morto, Calim Eid, ex-tesoureiro de Paulo Maluf, continua polêmico. A CPI do narcotráfico quebrou o sigilo bancário de todas as contas CC5, nos últimos quatro anos, e descobriu que ele mandou mais de US$1 milhão para fora do País. Também vai fazer barulho a lista dos endinheirados muito vivos com contas no exterior.

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